Confusão e Cartazes na Sessão de Votação do Reajuste
O clima ficou pesado na Câmara Municipal de São Paulo nesta semana. O motivo? O polêmico projeto de ajuste salarial de 5,2% para os servidores públicos municipais, dividido em duas parcelas: 2,6% a partir de maio de 2025 e outros 2,55% em maio de 2026. Em meio às discussões, quem roubou a cena foi o vereador Toninho Vespoli (PSOL). Incomodado com os ataques de parlamentares da direita, que minimizaram as reivindicações dos servidores, ele levantou um cartaz direto: "vagabundagem é vereador que só quer lacrar na internet". A resposta veio rápida — Rubinho Nunes (União Brasil) avançou para tomar o cartaz de Vespoli, que reagiu arremessando o objeto. O presidente da Câmara precisou intervir e outros vereadores, como Lucas Pavanato (PL), tentaram acalmar o bate-boca.
O barraco não ficou só entre eles. Servidores que lotavam as galerias não esconderam sua revolta: "fora, Rubinho", gritavam, apoiando Vespoli contra as falas de desqualificação. Era evidente a insatisfação de quem esperava mais da proposta em votação.
Reajuste Aprovado, mas Protestos Continuam
No fim da contagem, o placar confirmou a aprovação do projeto: 34 votos a favor, 17 contra. Além do reajuste base, o projeto garante os mesmos índices para benefícios como vale-alimentação, vale-refeição e abonos. Mas, longe de ser consenso, o texto foi duramente criticado por categorias como professores, que reivindicam um reajuste de 44% para compensar perdas antigas. Muitos servidores consideram o aumento proposto insuficiente para fazer frente tanto à inflação acumulada quanto às demandas reais da categoria.
Em resposta à insatisfação, Keit Lima (PSOL) apresentou uma contra-proposta que mira um ponto sensível: equiparar o reajuste de todas as categorias, incluindo o salário de vereadores e do prefeito, argumento sustentado pela alegação de que o orçamento permitiria um gesto mais ousado de valorização. Mesmo assim, prevaleceu a alegação do governo de que as contas públicas não suportam aumentos maiores.
A votação encerrou uma greve que já durava dias e reunia servidores de várias áreas. O sentimento é de alívio apenas por terem conseguido alguma reposição, mas com um gosto amargo de derrota para boa parte dos mobilizados. E o clima tenso entre os vereadores só acirrou a percepção de distanciamento entre o plenário e as ruas — onde quem trabalha para a cidade cobra valorização de verdade.
12 Comentários
Raffi Garboushian junho 1, 2025 AT 16:35
Esse tipo de cena na câmara é o que alimenta a desconfiança da população. A gente sabe que servidor público não é rico, mas quando o vereador vira show de palhaço, fica difícil apoiar qualquer reajuste.
É triste ver que o debate virou briga de TV, e não uma discussão séria sobre valorização.
Larissa Duarte junho 2, 2025 AT 09:56
5,2% é piada. Professor tá com salário de fome e ainda tem que ouvir que é preguiçoso. O que eles estão fazendo com a cidade?
Blenda vasconcelos junho 3, 2025 AT 19:38
cartaz levantado, xingamento voando, voto passando... tudo igual sempre. a cidade tá doente e ninguém quer curar, só quer aparecer.
o reajuste é só um sintoma.
Tássia Jaeger junho 5, 2025 AT 17:44
esses servidor q falam q ta dificil... cadê o trabalho deles? eu pago imposto e vejo eles dormindo no horário de expediente. 5% é demais kkk
Diego Santos junho 6, 2025 AT 02:05
Apesar do clima tenso, é importante reconhecer que o reajuste, mesmo que modesto, é um passo. O desafio agora é garantir que ele seja aplicado de forma justa e transparente.
Os servidores merecem respeito, e o plenário deveria refletir isso com mais maturidade.
Gabriela Moraes junho 8, 2025 AT 00:27
ah sim, claro, os vereadores são os verdadeiros heróis da cidade... enquanto os professores, enfermeiros e guardas municipais morrem de fome com 5,2%.
que tal um reajuste de 100% no salário deles? só pra ver se o cartaz de "vagabundagem" vira um mural de autocrítica?
brincadeira, não tem humor aqui, só hipocrisia.
Danny Clearwater junho 9, 2025 AT 11:04
Esses caras da direita acham que o povo é burro? 5,2% é uma zoeira com a inflação, e o cartaz do Vespoli foi o único momento honesto da sessão.
Se o vereador quer lacrar na internet, que tal começar por não roubar o orçamento da saúde pra bancar festa de aniversário da câmara?
Eu não sou radical, mas esse sistema é uma merda e todo mundo sabe.
Maria Carla Alegria junho 10, 2025 AT 01:07
MEU DEUS, QUE CENA DE NOVELA!!! 😱😭💔
Cartaz lançado como se fosse um gladiador no Coliseu, vereador correndo, presidente gritando, servidores chorando nas galerias... isso é o Brasil, gente! 🇧🇷🎭
É triste, é lindo, é caótico, é real... e eu tô aqui, com pipoca e um copo de vinho, assistindo ao drama da vida pública. 😌🍷
Quem vai fazer a série? Netflix já tá de olho, tenho certeza. #VespoliTheHero #CâmaraDeSãoPauloDrama
Jéssica Balbino junho 11, 2025 AT 06:37
É imperativo ressaltar que a aprovação do reajuste, ainda que limitado, representa um ato de reconhecimento institucional, ainda que insuficiente, das demandas da classe trabalhadora municipal.
A ausência de diálogo estruturado entre os poderes e os servidores perpetua um ciclo de desconfiança e desgaste da função pública, o que constitui um risco à governabilidade democrática.
Édina Arce Brena junho 12, 2025 AT 20:15
Se o prefeito e os vereadores tivessem aceitado a proposta da Keit, isso aqui não seria uma briga, seria um exemplo.
Todo mundo ganhando igual? Isso é justiça. Mas aí vem o discurso de "não tem dinheiro"... mas tem pra fazer um novo prédio da câmara, pra comprar carros novos, pra pagar viagem de estudo dos assessores.
Quem tá no topo sempre tem dinheiro. Só quem trabalha de verdade é que tem que se contentar com migalhas.
Paty Bella junho 14, 2025 AT 19:01
servidor público é preguiçoso, ponto. se fosse pra dar reajuste, que fosse só pra quem realmente trabalha. esses aí só aparecem no dia do salário e depois ficam em casa. 5,2%? nem isso merecem.
Jayme Sampaio Neto junho 15, 2025 AT 03:22
Se o reajuste fosse 44% como os professores pedem, a cidade ia quebrar? Então o que tá acontecendo é que o dinheiro tá indo pro lugar errado.
Tem mais dinheiro pra fazer propaganda da prefeitura do que pra pagar quem limpa a rua e ensina as crianças.
Isso aqui não é crise financeira, é crise de prioridades.