Thunderbolts* no Disney+: anti-heróis da Marvel encerram a Fase Cinco e ganham nova vida no streaming

Thunderbolts* no Disney+: anti-heróis da Marvel encerram a Fase Cinco e ganham nova vida no streaming ago, 30 2025 -0 Comentários

O filme que fecha a Fase Cinco chega em casa

A espera acabou: Thunderbolts* está disponível no Disney+ desde 27 de agosto de 2025. O longa junta um bando de anti-heróis do Universo Marvel e marca o ponto final da Fase Cinco, uma virada de página que a franquia vinha preparando há anos. A estreia no streaming acontece depois de uma passagem intensa pelos cinemas — com première europeia em Londres em 22 de abril, tapete vermelho em Los Angeles em 28 de abril e lançamento em 2 de maio.

Nos cinemas, o filme foi exibido em formatos premium — IMAX, Dolby Cinema, RealD 3D, ScreenX e 4DX —, o que ajudou a vender a escala da ação. No streaming, a entrega se concentra em imagem e som de alta qualidade dentro do que a plataforma oferece, incluindo versões com quadro ampliado em títulos compatíveis. Para quem prefere ver em casa, a chegada ao Disney+ encurta a distância entre o boca a boca dos fãs e o acesso amplo a uma produção que dividiu apostas, mas ganhou fôlego com a crítica.

Dirigido por Jake Schreier, o filme reúne rostos familiares em papéis que já ganharam densidade em aventuras anteriores. Yelena Belova (Florence Pugh) assume o volante emocional, Bucky Barnes/Winter Soldier (Sebastian Stan) carrega o peso do passado, Red Guardian (David Harbour) injeta humor com culpa mal resolvida, Ghost (Hannah John-Kamen) representa o trauma que ainda lateja, Taskmaster volta como incógnita perigosa e John Walker (Wyatt Russell) tenta reconquistar um lugar no tabuleiro. No centro da manipulação, Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis-Dreyfus) puxa as cordas e aprisiona todos em um jogo que ninguém controla de verdade.

A premissa vai direto ao ponto: um grupo disfuncional, encurralado por uma armadilha, é jogado numa missão de alto risco. O dilema não é só sobreviver, mas decidir que tipo de pessoas — ou equipe — eles querem ser quando a poeira baixar. Não é um filme de origem; é um acerto de contas. E isso dá ao roteiro uma vibe de heist com culpa, onde cada decisão pesa mais do que o próximo soco.

O timing do lançamento no streaming favorece a redescoberta. Mesmo com bilheteria abaixo do que a Marvel já acostumou, a recepção crítica surpreendeu: 88% no Rotten Tomatoes. Nas conversas de corredor, o que se destaca é a química improvável do elenco, a ironia que não esconde a dor e a trilha sonora da banda Son Lux, que dá textura a sequências de tensão e silêncio. Para quem acompanha o MCU, o filme também funciona como ponte temática para o que vem adiante: menos idealização, mais consequências.

Para ver agora, o Disney+ oferece a produção nos dois planos: Basic, com anúncios (US$ 10 por mês), e Premium, sem anúncios (US$ 16 por mês ou US$ 160 por ano). No Premium, dá para baixar e assistir offline. É a mesma estratégia que a plataforma vem usando para ampliar alcance sem engessar a experiência do assinante que quer qualidade e autonomia.

Bastidores turbulentos, elenco em movimento e a rota até o streaming

Bastidores turbulentos, elenco em movimento e a rota até o streaming

Thunderbolts* quase não foi o filme que você está assistindo agora. A produção sentiu o efeito dominó das greves de 2023 e teve o calendário embaralhado. O que deveria começar a ser filmado no início de 2024 escorregou para março e abril do mesmo ano. Com isso, vieram as inevitáveis trocas de elenco e ajustes de roteiro no meio do caminho.

O caso mais rumoroso foi a saída de Steven Yeun em janeiro de 2024 por conflito de agenda. O papel do Sentry acabou nas mãos de Lewis Pullman. Em outra frente, Ayo Edebiri foi substituída por Geraldine Viswanathan no papel de Mel, também por causa do atraso. Essas mexidas não são só nota de rodapé: moldam a energia do set, forçam readequações de personagem e influenciam o tom das cenas.

O script também mudou de marcha. Eric Pearson, que já tinha o esqueleto da história, ganhou o reforço de Joanna Calo em fevereiro de 2024, durante a própria produção. A dupla passou a limpo diálogos, ritmo e arcos internos, com Pearson creditado em história e roteiro, e Calo dividindo os créditos de roteiro. Essa etapa explica a sensação de filme “respirado”, com pausas que contam tanto quanto a pancadaria.

Na trilha, a escolha por Son Lux escapa do óbvio. O trio gravou no lendário Abbey Road Studios, em Londres, na primeira semana de fevereiro de 2025. O álbum saiu em 30 de abril, dois dias antes da estreia nos cinemas, ajudando a estabelecer a identidade sonora: um misto de inquietação e melancolia que casa com personagens em busca de reparação.

Até a data de lançamento foi uma saga. O longa chegou a ser anunciado para 26 de julho de 2024, escorregou para 20 de dezembro de 2024, pulou para 25 de julho de 2025 e, por fim, pousou em 2 de maio de 2025. No meio da dança, houve troca de vaga com outro título do MCU, The Fantastic Four: First Steps. Esse vai e vem não acontece no vazio: agenda global, recuperação do calendário pós-greves e disputa por janelas premium entram na conta.

O desempenho comercial aquém do histórico da Marvel levantou a sobrancelha de muita gente, mas contexto importa. O período pós-greves apertou a capacidade de divulgação, os custos subiram e a concorrência por telas grandes ficou mais feroz. Ao mesmo tempo, o apelo de anti-heróis nunca é “pão quente” de bilheteria: são personagens que pedem tempo para o público comprar a ideia. No streaming, a história costuma ser outra — a audiência experimenta, comenta, volta e indica, ampliando o alcance com menos barreiras.

Como peça de encerramento da Fase Cinco, Thunderbolts* cumpre uma função clara: arrumar a casa sem prometer o mundo. A Marvel troca o brilho dos paladinos por uma narrativa sobre danos colaterais e decisões imperfeitas. Na prática, isso abre espaço para cruzamentos futuros sem depender de um único herói como âncora. Para quem acompanha cronologia, o filme se encaixa como fechamento temático, não como catálogo de participações especiais.

Vale um panorama do time em cena:

  • Yelena Belova: lidera na marra, errando e aprendendo sob pressão.
  • Bucky Barnes/Winter Soldier: lida com culpa, vigilância e a pergunta incômoda sobre propósito.
  • Red Guardian: bravata e remorso caminham juntos, com timing cômico afiado.
  • Ghost: trauma traduzido em urgência — uma presença que muda a dinâmica do grupo.
  • Taskmaster: peça-chave imprevisível, que bagunça planos e expectativas.
  • John Walker: carrega o peso de um símbolo quebrado, tentando reescrever a própria história.
  • Valentina Allegra de Fontaine: estrategista que transforma fraquezas alheias em ferramenta.

O enredo mantém o foco na armadilha de Valentina e na missão que ninguém gostaria de liderar. A pergunta que move tudo é simples e cruel: o passado define o futuro? Responder isso com personagens cinzentos rende cenas mais humanas e conflitos que fogem do “bem contra o mal” de manual.

No aspecto técnico, a fotografia favorece ambientes fechados e planos que dão espaço à interpretação. As set pieces privilegiam proximidade e impacto — menos espetáculo pelo espetáculo, mais corpo a corpo com consequência. A música entra como cola emocional, marcando decisões que parecem pequenas, mas mudam o rumo da equipe.

Para o assinante, o serviço é direto: quem está no plano Basic (US$ 10/mês) assiste com anúncios; no Premium (US$ 16/mês ou US$ 160/ano), vê sem anúncios e pode baixar para ver offline. É uma forma de ampliar o alcance do título, especialmente para quem perdeu a janela do cinema ou quer revisitar com calma cenas que passaram voando na telona.

Thunderbolts* também ajuda a recalibrar a expectativa para o que vem depois. Sem entrar em spoilers, o filme aponta para uma Marvel menos dependente do heroísmo clássico e mais interessada em consequências. Isso não mata a fantasia — só troca o filtro. No streaming, onde a conversa com o público é contínua e a revisão é parte do ritual, essa proposta tende a ganhar tração.

Se você estava em dúvida por causa da bilheteria, a boa notícia é que a crítica não ficou em cima do muro. Com 88% no Rotten Tomatoes, o consenso pende para atuações sólidas, direção segura e um roteiro que sabe quando desacelerar. Em casa, esse equilíbrio costuma funcionar melhor: dá tempo de respirar, pausar, voltar e pegar nuances que no cinema se perdem entre uma cena e outra.

Com estreia, bastidores agitados, trilha marcante e um elenco que abraça a imperfeição, Thunderbolts* fecha a Fase Cinco com um recado claro: não existem soluções fáceis. No Disney+, essa mensagem chega para um público maior — e, ao que tudo indica, mais disposto a ouvir.

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